Quem dita qual dor é válida?

Ele diz que não somos normais, que nossa existência é prejudicial e que devemos ser “consertados” à base da violência…Os outros minimizam, dizem que “ele não quis dizer”, “poxa, é uma pessoa mal interpretada, que não sabe se colocar”, relevam esse discurso por causa de um bem maior.

Para essas pessoas, minha indignação. Não está tudo bem. Nós tentamos por muito tempo nos encaixar em alguma parte da sociedade ou pelo menos receber desta sociedade a aceitação, o respeito e a tolerância. Mas não. Isso não é possível. Acredito que as pessoas que não passem por algum tipo de preconceito nunca vão entender, vão continuar a relevar esses discursos. O que é muito estranho porque nós, como seres racionais, conseguimos sentir e ler o sentimento do outro, somos COMPLETAMENTE capazes de se colocar no lugar do outro mas não o fazemos. Não até sentir na pele como é.

Isso me entristece um pouco pois esse tipo de preconceito deveria ser criticado com todas as forças, deveria estar dentro dos valores da tão famigerada família tradicional brasileira. Mas a indignação é seletiva e só quando os privilégios individuais são ameaçados.

O que acalenta meu coração é saber que temos a família que escolhemos, que nos acolhe e que estão com a gente nessa. Compartilham os mesmo valores, que apoiam, incentivam e só querem o melhor para nós, fazem por nós, somos nós por nós.

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He says that we are not normal, that our existence is harmful and that we must be “fixed” with violence… Others minimize it, say that “he didn’t mean to say it”, “hey, he’s a misunderstood person” they ignore this speech for the sake of a greater good.

To these people, my indignation. It is not alright. We have tried for a long time to fit into some part of society or at least to receive acceptance, respect and tolerance from that society. But not. That’s not possible. I believe that people who do not experience some kind of prejudice will never understand, they will continue to ignore these discourses. Which is very strange because we, as rational beings, can feel and read the other’s feelings, we are COMPLETELY capable of putting ourselves in the other’s shoes, but we don’t. Not until you feel it on your skin.

This saddens me a little because this kind of prejudice should be criticized with all the strength, it should be within the values ​​of the so infamous traditional Brazilian family. But outrage is selective and only when individual privileges are threatened.

What warms my heart is knowing that we have the family we chose, who welcome us and who are with us in this. They share the same values, which they support, encourage and only want the best for us, they do it for us, it’s us for us.

poecitas:

porque você não se ama da mesma forma que você ensina outras pessoas a se amarem? 

livrei:

você não precisa

de alguém

que faz do seu amor

pouco.

você precisa

fazer do seu amor

muito

e encontrar alguém

que também faça.

livrei:

um dia vou morrer sufocada com todas essas coisas que não divido com ninguém e guardo só pra mim.

palavras não ditas um dia explode o peito.

isiyamor:

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